Frankenweenie (Tim Burton, 2012)


“Frankenweenie”

Gênero: comédia, terror, ação e fantasia.
Ano de produção: 2012
Direção: Tim Burton

Por Malú Mairy

Enredo:

Victor (Charlie Tahan) adora fazer filmes caseiros de terror, quase sempre estrelados por seu cachorro Sparky. Quando o cão morre atropelado, Victor fica triste e inconformado. Inspirado por uma aula de ciências que teve na escola, onde um professor mostra ser possível estimular os movimentos através da eletricidade, ele constrói uma máquina que permita reviver Sparky. O experimento dá certo, mas o que Victor não esperava era que seu melhor amigo voltasse com hábitos um pouco diferentes.

Crítica:

Enquanto eu caminhava rumo à sala de cinema para ver Frankenweenie, eu estava com grandes expectativas quanto à nova animação de Tim Burton. Eu já esperava por mais uma das obras do diretor, mais uma obra com as mesmas características que definem o cinema de Burton, o cinema macabramente interessante de Burton. E essa pequena expectativa foi preenchida com o resultado que eu já esperava, mas o longa foi mais além.

A nova animação do diretor que adora toques góticos, não só atinge as expectativas de se ver um bom Burton no cinema, como também agrada aos mais velhos, fazendo diversas referências a filmes de terror antigos (Drácula, O Lobisomem, A Múmia, O Monstro da lagoa negra, Godzilla, entre outros). A parte mais interessante é a forma que o diretor consegue transformar a história de Mary Shelley numa coisa tão infanto-juvenil.

Além, claro, dos pontos positivos explícitos, O filme ganha outros pontos no quesito humor. Burton consegue apresentar um humor sarcástico e inteligente, que a maioria não consegue entender, ou não se importa em entender (em alguns momentos eu me peguei rindo sozinha, e alto, no cinema enquanto alguns me encaravam e os outros faziam silêncio).

A técnica do Stop Motion de Tim Burton mudou… Pra melhor. Fiz questão de assistir “O Estranho Mundo de Jack” alguns dias antes, e comparando a técnica, pode-se dizer que a tecnologia é favorável à Burton. Um dos Stop Motions mais gostosos de se assistir, sem falar na modelagem de personagens. Personagens caricatos que ou são a própria referência de algum filme ou ator (como é o caso do professor de ciências que é uma cópia EXATA do finado Vincent Price).

Talvez um dos pontos negativos seja o final do longa. O fato de esfregarem na sua cara aquilo que você já esperava pode dar uma sensação de vazio, sem contar pequenas pontas na história que não mudam em nada e poderiam ser facilmente cortadas. Fora isso, Tim Burton apresenta uma de suas melhores animações, que agrada os fãs e agrada os que não são assim tão fãs do diretor, mas que conquista toda a família.

Nota : 8/10

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