Curtindo a Vida Adoidado (John Hughes, 1986)


 

Ferris Bueller’s Day Off (1986)

Lançamento: 19 de dezembro de 1986 (1h 43min)
Dirigido por: John Hughes
Com: Matthew Broderick, Alan Ruck, Mia Sara
Gênero: Comédia
Nacionalidade: EUA
Nota: 8/9

Por Malú Mairy

Desta vez o assunto trata-se de um filme da década de 80 que inspirou milhares de pessoas e que inclusive ainda inspira mesmo após tantos anos terem se passado, “Curtindo a vida adoidado” ou “Ferris Bueller’s day off” (Título Original), é uma história na qual é divertida e até incansável de se ver, não é um gênero que ao ler sua sinopse chamará sua atenção, não é um estilo “incomum”,e muito menos complicado de se entender, trata-se somente de mostrar ao público em 102 minutos o que todo jovem gostaria de fazer mas nunca teve coragem o suficiente.

Se no filme  aprendemos uma regra e que temos a obrigação de segui-la é:

“- Curtir a vida ao máximo possível, e sem seguir regra alguma.”

Ainda no filme contamos com várias referências, e uma delas claro é “The beatles”, que na época além do sucesso deu uma energia maravilhosa ao filme.

“-Eu concordo com John Lennon: “não acredito nos beatles, só acredito em mim”. essa frase é boa, afinal de contas, era ele que era o máximo. eu também gostaria de ser o máximo e não ter que me preocupar com as pessoas.(Ferris Bueller)

Além de que aprendemos como “cabular” aulas e ao mesmo tempo fazer nossos pais sentir dó e nos mimar ainda mais. Ferris consegue planejar tudo aos perfeitos e mínimos detalhes, a única coisa que não sai como esperado é que assim como todo irmão mais velho ferris tem Jeanie (Jean/Shauna), que não caí no papo do irmão mais novo. Além de sua irmã podemos contar com vários personagens que fazem parte da história e que também de alguma forma podemos nos identificar com eles, o “hipocondríaco” Cameron Frye, e a namorada de Ferris  Sloane Peterson, e a dupla claro, se junta a Ferris para ter o dia mais louco de suas vidas. como provavelmente mais de 90% do mundo inteiro já viu e ama o filme, sabemos que nem tudo é as mil maravilhas, os obstáculos do filme fica por parte de Jeanie(irmã de Ferris) e do diretor da escola Ed Rooney, que acaba meio que se enquadrando ao perfil de vilão da história, em algumas partes podemos até presenciar o diretor atuando ao lado da irmã de Ferris.

Outro ponto que não deixamos despercebidos é a nossa ilustre cena na qual temos o prazer de ver “Charlie Sheen” ainda novo ao lado da também Jeanie, e que inclusive é uma das melhores cenas do filme, acreditem ou não é bem irônico a cena  em que ambos estão a uma delegacia na qual o papo é sobre drogas.

Aliás, por citarmos pontos positivos e lembrar de um argumento valioso do porque o filme é sim um dos melhores da época, é a forma na qual ele interage com o telespectador. O filme além de você poder pegar lições por conta própria, também trazem partes que inclusive é assim na maioria do filme que são cenas em que Ferris interage com o telespectador, hoje em dia dificilmente encontramos um na qual o personagem vira-se a câmera e mostra-se conversar com quem esta o assistindo do outro lado, e em uma dessas cenas ele solta o que talvez seja a frase mais conhecida do filme,  “A vida passa muito rápido. e se você não curtir de vez em quando, a vida passa e você nem vê. eu tenho mesmo uma prova hoje, essa parte não era mentira.”  E olhando diretamente para quem está assistindo, ou seja é um filme com 100% de interação com o telespectador, o que não é muito comum de se ver em filmes.

Um dia perfeito para ver e rever a história não existe, você pode vê-lo a qualquer hora, e qualquer dia dependendo de seu estado emocional e que com certeza irá de uma certa forma animar mais o seu dia ou fazer risadas sem dúvida alguma aparecer. temos um tema ligado a família que mostra um relacionamento entre irmãos mais velhos com irmãos mais novos, a forma com os pais são cegos em algumas situações com seus filhos, um ambiente escolar na qual por mais que seja de outro pais lembra bastante qualquer outro ambiente educacional, temos um relacionamento amoroso entre os personagens, a crise de um filho com um pai na qual não tem tempo para nada, e claro a forma de curtir a vida sem pensar em seus problemas.

Lembrando que o jovem Ferris consegue fazer com que seu colegio crie uma campanha conhecida como “Save Ferris”, pela suposta mentira planejada  para poder cabular aula, além de roubar a ferrari do então pai mais apaixonados por carros do que seu próprio filho, no caso o pai de Camerron, o trio ainda tem de andar na cidade inteira escondidos da irmã de Bueller, seu diretor e claro seus pais, Ferris ainda tem um prazo para chegar em sua casa sem que toda sua loucura feita em um único dia seja descoberta por seus pais, o que faz Jeanie querer a todo custo fazer seu irmão se dar mal.

Acreditem ou não Ferris se torna um ídolo para todos, não só para quem pode acompanhar a história passada no filme, mas até entre seus amigos e companheiros da história. Ele consegue fazer tudo e mais um pouco com todo sucesso obtido, sem nenhum erro ou uma falha se quer, e todos estes argumentos são o que faz qualquer pessoa que assisti o filme virar seu fã numero 1.

Com muito “Twist and shout” Ferris muda nossa vida e nos abre com a ideia de viver o máximo possível, e aproveitem o conselhos do gênio Bueller

“a vida passa muito rápido. e se você não curtir de vez em quando, a vida passa e você nem vê.”

Dedico essa resenha a todos jovens que vivem sua vida ao estilo Ferris Bueller, porque os jovens de verdades não são rotulados pela idade, mas sim pela forma que curtem suas vidas.

Nota: 8/9

Lembrete: No final do ano passado, houveram rumores de que poderíamos sermos privilégiados com “Ferris Bueller’s Day Off  2”, e que inclusive seria com os mesmos atores do primeiro filme, mas talvez sejam apenas boatos o que realmente me deixa triste e ao mesmo tempo na expectativa . Bem, aproveitem a “Sessão Nostalgia” e fiquem com “Curtindo A Vida Adoidado” como companhia de filme para esse dia.

 

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